domingo, 17 de junho de 2007

Artigo - Universidades: públicas e privadas

Neste fim de semana, estive em minha cidade natal e pude perceber que pensamento de povo do interior não muda nunca. Vi que pessoas que fizeram cursinho comigo continuam naquela sala de curso, se matando e se comendo em busca de uma vaga numa universidade pública. Me perguntei até que ponto vale a pena estudar três, quatro ou cinco anos num cursinho para conseguir vaga numa universidade estadual?

A universidade estadual nos últimos anos vem fazendo o mesmo caminho da escola pública de ensino fundamental e médio, que, há alguns anos atrás, era muito melhor que o ensino particular, mas depois de “reformas” na educação acabaram indo parar no fundo do poço.

O ensino público está cada vez pior. Os laboratórios estão em calamidade, as salas de aula não possuem um ventilador e quando possuem eles fazem mais barulho que vento. Os professores recebem mal, muitas vezes nem existem professores para determinadas matérias, sem contar que existem ainda professores que fingem que dão aula, entram passam alguma coisa no quadro e vão embora. É minha gente, este é o ensino público dos últimos anos.

A universidade particular está fazendo o mesmo caminho que escolas privadas de ensino médio e fundamental fizeram. Aproveitou o “relaxo” com o ensino público, buscaram os melhores professores (e pagam mais que a universidade pública) e fizeram laboratórios equipados com material de qualidade, para que não deixe nada a desejar.

Acontece que o povo ainda acha que universidade pública é a melhor e a particular é só para “filhinho de papai”, que não tem capacidade de passar em uma instituição de ensino pública. Acontece que ultimamente estou vendo alunos de faculdade públicas ficarem sem férias e com calendário letivo todo bagunçado, graças ao governo e aos professores que acabam tendo que entrar em greve para reivindicar melhores salários.

Aquela imagem de que tudo que universidade pública é melhor está caindo por terra, e podemos concluir que se continuar assim, só vai estudar em universidade pública quem não tiver condições de pagar pelo ensino superior. (J.C.Ortiz Júnior)

Crônica – Dia de azar

Dizem que é azar na certa quando se levanta com o pé esquerdo. Acho que o meu azar começou um pouco antes de eu levantar.

Por causa do calor durmi com a janela aberta e quando acordei, senti que estava com um leve resfriado. Depois que levantei percebi que estava muito atrasada.

Beleza me arrumei correndo torcendo para não perder a carona, desci e mais um problema: perdi a carona. Tudo bem até então estava achando que era apenas coincidência, peguei um ônibus perdi quarenta minutos de aula.

Assisti uns quinze minuto e o meu nariz dando trabalho, até que resolvo ir ao banheiro para limpa-lo. Definitivamente devia ter ficado, porque quando estava saindo a professora simplesmente pediu para eu não voltar mais nara a sala.

Depois do intervalo, segunda aula, almoço, estudos e aula de inglês. Peguei o elevador e pronto devia ter descido pelas escadas, o elevador parou de funcionar e eu fiquei presa dentro por meia hora. Perdi metade da aula e levei outra bronca de outra professora.

Voltei para casa, estudei mais um pouco e decidi tomar banho. Estava tomando banho na água quente e de repente o chuveiro queimou, e eu tive que terminar o banho na água gelada.

Assisti um pouco de novela e fui à padaria comer alguma coisa e quando estava voltando começou a chover. Além do banho que eu tomei, lembrei que tinha deixado a janela aberta e que provavelmente tinha molhado toda minha cama.

O que compensou foi que chegando em casa quando olho para o chão, encontrei uma nota de cinqüenta reais. Fiquei feliz mesmo entrando no meu quarto e vendo toda minha cama ensopada da chuva. (Tânia Caroline Mella)

Notícia- Universidade maringaense fica entre as dez melhores do país

O Centro Universitário de Maringá (Cesumar) recebeu uma nota elevada no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aparecendo com um dos dez melhores IDDs do país. O IDD é o índice que verifica o nível de conhecimento agregado ao aluno durante o curso. O curso de Jornalismo obteve nota 4.

Esse exame faz parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e foi criado para substituir o Provão. O exame tem como meta calcular o rendimento dos alunos que participam dos cursos de graduação levando em consideração os conteúdos ministrados, habilidades e competências de cada aluno.

De acordo com o IDD obtido no Enade, o Cesumar tem o melhor curso de jornalismo do Paraná e o segundo na região Sul, ficando atrás apenas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O Centro Universitário de Maringá ficou melhor colocado do que universidades tradicionais como a Casper Líbero, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Mackenzie.

O estudante de jornalismo do Cesumar, Felipe Martin Pamplona,19, acredita que o resultado é importante mas afirma não saber ao certo quais foram os critérios adotados pelo Ministério da Educação. Lívia Tunes Peretti, 18, estudante de jornalismo da mesma Instituição, se sente lisonjeada por estudar em uma faculdade que possui uma boa repercussão a nível nacional.

A coordenadora dos cursos de Comunicação Social, Cibele Abdo Rodella, afirmou que a principal meta é aumentar a média geral dos alunos concluintes. Para isso irá intensificar as atividades pedagógicas, capacitação docente e, principalmente, o fortalecimento do conhecimento humanístico.

O resultado obtido no Enade, para Cibele, serve como incentivo não só para alunos, mas também para os professores do curso, o que tende a melhorar cada vez mais o curso de jornalismo da instituição. (Mayara Gasparoto Mendes)

Entrevista - A banda curitibana Faichecleres

O Faichecleres em seu show em Maringá

O Faichecleres é uma banda curitibana independente, que está em evidencia no cenário musical nacional. No ápice de sua curta carreira musical, o Faichecleres acabou de lançar seu segundo disco chamado “Calçada da Fama”. O disco foi lançado pela revista “Outracoisa”, do músico Lobão.

Atualmente a banda está em turnê de divulgação desse CD e se preparando para um próximo. Recentemente o Faichecleres sofreu com a saída do baixista e vocalista Giovanni Caruso. Agora, já reestruturada, é formada por Marcos Gonzatto, Tuba Caruso e Ricardo Junior, que assumiu o lugar de Giovanni.

No último dia 9 a banda passou por Maringá e falou um pouco sobre tudo isso. (Thiago Oliviera)

Ricardo existe melhor presente do que estar no Faichecleres? (era o aniversário do Ricardo no dia)

Ricardo: Ah, cara, existe. Mas não vou falar aqui. (Risos) Mas está tudo bem, é bom estar aqui no Faichecleres.

Cara, como você recebeu a notícia de que ia participar da banda?

Ricardo: Como foi Tuba, o Tuba sabe melhor... (risos) Eu não sei como foi, foi meio por acaso, foi acontecendo, acontecendo e aconteceu. Nós fomos conversando, aí rolou uma amizade, aí fizemos um som pra eu entender como que era e aí quando eu vi, já estava tocando com eles já...

Marcos: rolou uns amassos...

Tuba: A gente ficou pela primeira vez, foi tri-bom. Aí depois a gente trepou, começamos a se comer... (risos)

Ricardo: Não, sério. Eu tenho ainda algumas bandas que eu toco, uma delas é o “Beatles Forever”, que é um musical dos Beatles lá de São Paulo, e aí ele (Tuba) foi em um show meu. E aí “pô, legal você ta aqui”, conversamos e tal... “vamos fazer um som pra brincar?” aí fizemos e depois rolou da gente tocar junto e tudo mais.

Você é um “mod” (movimento que aconteceu em Londres no final dos anos 50 e se popularizou no começo dos anos 60) recebido de braços abertos pelo Faichecleres...

Tuba: Só quero ressaltar uma coisa. Tipo, nós do Faichecleres, não costumamos nos rotular, ao gostamos de ter limites e também não gostamos de dizer que nós somos “mods”, nós gostamos de dizer que somos rock’n roll e que sofremos muitas influências de “mod”. Mas é rock’n Roll.

Marcos: A gente deixa para algumas bandas aí dizerem que são “mods”.

Ricardo: E a gente ta na fase mais psicodélica, mais hippie do rock (risos)

Tuba: A gente é OB. Porque o OB fica por dentro né, o “mod” fica por fora (risos)

Ta explicado. Ricardo, você tem muitas bandas. Em qual delas você gosta mais de tocar?

Ricardo: Faichecleres pô. (risos)

Ta puxando sardinha hein?!

Marcos: É, ele ta puxando sardinha...

Ricardo: Não, “pelamordedeus”, aqui eu sou eu. Aqui eu faço o meu som junto com eles. No “Beatles 4ever” eu sou o Paul McCartney. Entendeu? É outra coisa...

Nada mal ser o Paul McCartney...

Ricardo: Lógico... Se for pra imitar alguém, imita o Paul McCartney que é o melhor. Já no “Ultraje” eu sou músico. Aqui não, aqui eu sou eu mesmo, é diferente.

Tuba: Aqui ele é o Ricardo Fábio Junior.

Como que a banda reagiu à saída do Giovanni?

Tuba: Cara, a gente botou na cabeça que a gente ia continuar, arranjar um integrante novo, compor um monte de música e gravar um disco novo e pronto.

Marcos: Na verdade, primeiro foi foda. Tomamos um baque. E aí tínhamos que decidir se a gente continuava ou continuava. Não tinha tempo pra pensar. Foi muito rápido o que aconteceu. É como se de repente morresse alguém, não esperávamos. E cara, a gente decidiu rapidamente. Chamamos o Raphael Dissonantes pra fazer uns shows com nós. E a próxima meta era conseguir um baixista. Conseguimos o Ricardo, começamos a escrever as novas músicas e já daqui umas duas semanas vamos gravar uma demo nova...

Tuba: Seguir em frente!

Tuba, como é o seu processo criativo? já que você antes só participava das composições?

Tuba: Na verdade todo mundo compõem. Todos nós somos compositores. Mas basicamente, tem uma inspiração inicial, que é a idéia. Ou alguns acordes, uma melodia... Ou vem a letra e tal... Isso tudo vem de coisas que acontece... É mais ou menos por aí. Alguém vem com uma idéia inicial, junta com outra metade de outro, aí mostra pra outro e vai.

Ricardo: Não tem uma formula. Acontece.

Por algum tempo vocês fizeram até convites no fotolog de vocês e na comunidade do orkut, para baixista mandarem para vocês material, como se fosse um concurso de internet. O Ricardo mandou material pra vocês no concurso da internet?

Tuba: Não, ele não mandou material.

Marcos: Nós é que mandamos material pra ele. (risos)

Tuba: Foi muito “afudê” cara. Porque nós queríamos um baixista e vocalista e não sabíamos o que ia acontecer. E aí começou a vim, material do Brasil inteiro, um monte de coisa e tal...

Teve muita coisa ruim?

Tuba: Ah, teve bastante coisa. Teve coisa ruim, coisa boa, coisa mais ou menos.

Ricardo: É que muitas vezes não tinha muito a ver com a banda. Acho que é aí que tá. Às vezes tem a ver, às vezes não tem.

Mas teve, por exemplo, um cara de metal mandando material?

Tuba: Não, não, isso não teve.

Marco: Mas teve, por exemplo, um cara que tocava um Red Hot Chilli Peppers, que não tem nada a ver com nosso estilos.

Ricardo: Não é que é ruim, mas não tem a ver.

Tuba: Teve uma guriazinha de uns 15 anos que mandou um vídeo dela tocando “Aninha Sem Tesão” que até agora mexeu comigo... Mas então... Tava rolando a “Virada Cultural” lá em São Paulo, e aí às seis da manhã, o sol estava nascendo e entrou o Beatles 4ever pra tocar. Me lembro que tava lá na platéia, e eu olhei um cara com uma roupa “tri-afudê”, cantando “Helter Skelter”. Aí eu gritei, “é esse cara, é esse cara que eu quero pro Faichecleres”. Na segunda-feira eu entrei na internet pra pesquisar sobre ele, e ele viu que eu tinha entrado em uma comunidade dele e me mandou um e-mail. “bah legal a presença lá no show”, aí no mesmo já nos correspondemos, depois nos falamos e estamos aí até agora...

Quanto tempo nós podemos esperar por essa nova demo do Faichecleres?

Marcos: Duas semanas...

Tuba: Agora as coisas são assim, tudo muito rápido. Não vai ter mais enrolação.

Ricardo: Talvez role até algumas músicas novas no show de Curitiba do dia 16. Como a banda mudou, acho que é legal a gente mostrar como é a banda agora. Sem deixar de tocar as músicas antigas.

Marcos: Dar ênfase a esse disco agora, mas já focalizando esse novo disco que queremos gravar até o final do ano.

Tuba: Vida nova, sangue novo e banda nova.

E isso no maior momento da carreira do Faichecleres... um momento que vocês tem mais exposição...

Marcos: É hilário não é?!

Tuba: O “Calçada da Fama” nos deu uma impulsionada legal. Lançamos pelo Lobão, fizemos bastante televisão, fizemos uma mídia legal... O disco chegou no Brasil inteiro, fizemos vários programas da MTV. A gente ta numa fase legal.

Marcos: Só levamos um susto, mas já nos reestruturamos de novo.

De quem foi à idéia de tocar de cueca?

Tuba: Na verdade não foi idéia, foi desespero, tava muito quente e a gente teve que tirar a roupa.

Marcos: Sinceramente eu não tenho na memória o que aconteceu. Quando eu me lembro eu já estava de cueca. (risos)

Tuba: As calcinhas é que foi foda.

Marcos: No lançamento do primeiro disco nós tocamos de calcinha, porque estávamos lançando também uma coleção de calcinha. Mas aí daqui a pouco esse animal (Tuba) me tira a calcinha e fica pelado tocando batera. (risos)

Tuba: Também gravamos o “MTV Banda Antes” de calcinha. Pensamos, “pô, lançamos aí as calcinhas, um produto, precisamos divulgar tal produto” nada melhor do que divulgar na MTV.

Vendeu muita calcinha?

Tuba: Acabou, esgotou muito rápido.

Sempre pergunto às bandas nacionais quem é o cara mais chato da música independente nacional. Tuba, você ganha de longe essa votação. Quer se defender?

Tuba: Não, eu concordo contigo. Eu sou chato pra caralho.

Ricardo: É que o Tuba é sincero, ele fala o que ele pensa. Ele mostra o que ele é.

E quem vocês acham que é o cara mais chato da música independente nacional?

Ricardo: O Tuba. (risos)

Reportagem - Frio causa prejuízos a pequenos agricultores de Maringá

Oferta de hortaliças é menor devido ao frio

Os hortifrutigranjeiros da região sofreram com o frio intenso que antecipou os ventos fortes típicos do inverno. Os termômetros chegaram a marcar temperaturas muito mais baixas do que as esperadas para essa época do ano e em muitas cidades houve formação de geada. Entre os meses de maio e junho foram registradas as menores temperaturas do ano.

Os pequenos produtores que trabalham com frutas e hortaliças foram os mais prejudicados pelas baixas temperaturas e, principalmente, pelas geadas. Além de queimar as folhas mais sensíveis, o frio também retarda o crescimento das verduras e prejudica o desenvolvimento de novas plantas.

Boa parte desses produtores conta apenas com a venda dos produtos nas feiras para o sustento da família. “Meu sustento vem disso aí, se der algum problema a gente passa fome. È difícil, mas é assim que funciona”, comentou Luiz Rossato, produtor de Sarandi que trabalha há 16 anos com plantação de verduras. Segundo Rossato, a geada queimou mais de 30% de sua produção. “É um grande prejuízo financeiro. A gente tem um compromisso com as pessoas que freqüentam as feiras em busca de qualidade e assim fica difícil segurar o freguês”, concluiu.

De acordo com Rossato, o melhor é que as temperaturas aumentem logo. “Quanto mais calor, mais frutas e verduras as pessoas consomem. Os primeiros quatro meses do ano são os mais lucrativos justamente porque são os mais quentes. Nos outros meses a gente trabalha para pagar as despesas com a plantação”, concluiu.

Lydia Takana, que comercializa verduras na Feira do Produtor, estima que a temperatura muito baixa tenha afetado cerca de 60% de sua plantação. “A gente sabia de antemão que a previsão era de frio, mas ninguém estava preparado para temperaturas tão baixas. As folhas que não queimaram e se perderam, também não desenvolveram. È uma feira que a gente deixa de fazer”, comentou.

Com a plantação prejudicada, a previsão é de que o preço dos produtos nas feiras aumente devido a pouca oferta.”Tem que vender mais caro porque a procura vai ser maior do que o que estiver à venda. Porque atrasa a produção e o pessoal quer aquela quantia que está acostumado. Tem a procura, mas não tem o produto para comprar”, disse Lydia.

O produtor de Marialva, José Celson Carozo, também perdeu bastante com a geada, mas não arrisca subir o preço de suas verduras. “Perdi uns 2000 pés só de alface americana. Mas não adianta colocar o preço do mercado na feira, pois se colocar não vende. A nossa tabela vem mais alta, só que não se consegue vender naquele preço, aí fica o preço que está mesmo. E no frio as pessoas não consomem muitas verduras”.

De acordo com o feirante Reijiro Fujihara, o que mais fica prejudicado é a folhagem. “As frutas e legumes com casca mais grossa não são tão afetados pela temperatura. A alface é mais sensível e queima com facilidade, principalmente a do tipo americana. O repolho também queima bastante”, comentou Yokiko, que trabalha como ajudante na mesma banca.

(ANA CLÁUDIA COVO E RENATA ZIBETTI)

Aumentos são significativos

O frio que prejudicou pequenos produtores hortifrutigranjeiros foi mais intenso no período entre 20 a 25 de maio, e fez com que o preço das verduras subisse em praticamente toda a região de Maringá. Com o aumento da temperatura já no início do mês de junho, o preço dos produtos diminuiu consideravelmente.

Produto

Unidade

Preço mais comum em Maringá

20 a 25 de maio

13 a 17 de junho

Almeirão

mç 300 g

1,00

0,60

Couve-manteiga

mç 400 g

1,00

0,66

Rúcula

mç 300 g

0,83

0,66

Agrião

mç 400 g

1,00

0,70

FONTE: SIMA/DERAL - PR
ELABORACAO: DITEC/CEASA/PR

domingo, 10 de junho de 2007

EDIÇÃO 12 - DE 11 A 18 DE JUNHO

Editorial - Já que o amor está no ar...

O Dia dos Namorados se aproxima e para os apaixonados, uma atmosfera diferente surge no ar. São bombons para cá, presentinhos para lá, floriculturas lotadas de namorados com a intenção de agradar suas amadas. Com o frio antecipado então, mais e mais casais se abraçam e andam juntinhos.
O costume de dar presentes no Dia dos Namorados, infelizmente, surgiu apenas como mais um apelo comercial, cujo slogan era: “Não é só de beijos que se prova o amor!”. O slogan não está errado, amor não é só beijo, entretanto, não é só presente. Amor é atitude.
Em um mês como esse, muitas pessoas passam frio, e poucas são as contribuições para campanhas de agasalho. Talvez nem tão poucas, mas as arrecadações poderiam ser maiores. Enquanto isso, as lojas lucram imensamente com pessoas declarando amor. Não seria mais gratificante ver quantas vidas melhoraram com uma simples doação de um casaco velho? E não só agasalhos, mas brinquedos, alimentos, e tantas outras coisas que poderiam ser doadas e que na maioria das vezes jogamos no lixo.
O foco aqui está na importância de todas as formas de amor, e suas demonstrações vão desde ceder um lugar em um ônibus até dar um presente caro no 12 de junho.
O respeito entre as pessoas já seria um grande ato! É possível ver com facilidade casais se agredindo, com atitudes grosseiras e frias, trocando presentes no Dia dos Namorados. Muitas vezes a falta de educação e o egoísmo comandam as ações da sociedade. Abrir a porta para alguém, perguntar como vai, tratar bem mesmo quem não nos trata tão bem assim já seria um grande avanço.
A intenção deste editorial não é tirar o encanto do Dia dos Namorados, e sim chamar a atenção para o fato de que o amor não deve ser demonstrado apenas em datas comemorativas, nem deve ser restrito a pessoas especiais para nós. Pequenos gestos podem fazer diferença na vida das pessoas, mesmo para aquelas que nem amamos tanto assim. (Lívia Miranda)

Artigo - No Meio Ambiente nada é independente

É difícil falar em aquecimento global quando congelo a mão para digitar esse artigo. Mas a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Agricultura, junto com a Câmara Municipal de Maringá, programaram algumas atividades relacionadas com a preservação ambiental, aproveitando que dia 5 de junho foi o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Durante o evento autoridades e pesquisadores da área celebraram uma discussão sobre como evitar a disseminação do aquecimento global.
Atitudes como esta, mostram como esse assunto não é nada clichê e, por mais que algum dia alguém diga que está cansado de ouvir falar em aquecimento global, isso nunca vai estar fora de pauta até que se reverta a situação. O aquecimento global ficou mais “famoso”, depois que os EUA não assinaram o Tratado de Kyoto que “obrigava” os países pertencentes a ONU a diminuir as emissões de poluentes na atmosfera terrestre. O aquecimento global nada mais é do que um fenômeno climático, ou seja, um aquecimento acima da média da superfície da Terra.
Mas a situação, em relação ao meio ambiente, não está nada bonita. No Brasil os maiores impactos são nas áreas litorâneas, no semi-árido nordestino e principalmente na Amazônia. Segundo dados da ONG ambiental WWF- Brasil, o principal causador do aquecimento global é antropogênico, ou seja, feito pela ação humana.
A Revolução Industrial do século XIX foi o principio do fenômeno. Desde 1860, segundo pesquisas meteorológicas, a Terra aumentou entre 2 e 6ºC. O aquecimento não é uniforme, mas acredita-se que nesse tempo também que as irradiações solares tenham aumentado de 45 à 50%.
É difícil falar de aquecimento global e deixar de lado o efeito estufa, o buraco na camada de ozônio, a possível falta de água, e por ai vai, pois um fenômeno é ligado a outro. As emissões de raios solares contribuem para o aquecimento do globo, o que causa o efeito estufa e o aquecimento global contribui para a destruição da camada de ozônio.
As conseqüências de todos esses fenômenos podem ser letais para o planeta. Como o derretimento das calotas polares, o aumento do nível do mar, mudanças drásticas dos padrões climáticos, e consequentemente afetando o ser humano e os demais seres vivos.
Com essas mudanças climáticas muitas espécies podem ser obrigadas a sair de seu habitat e explorar outros ecossistemas, ou pior, serem extintas. Todo dia, “aparece” um bicho “novo” que está desaparecendo. Só no Brasil tem a Arara-azul, o mico-leão-dourado, o lobo-guará, o tucano, a capivara, e o boto - cor-de-rosa, que ficou conhecido só na lenda.
Não podemos esquecer que não só os animais correm riscos com a mudança do ecossistema. Todo mundo já cansou de ouvir que ficar exposto ao sol causa câncer de pele. Mas também quem não reparou que o sol desse verão estava muito mais penetrante. Até para quem ama passar o sábado em baixo do sol foi cansativo. E como diria a composição profética de Sá e Guarabyra, “Vai ter barragem no salto do Sobrdinho, e o povo vai se embora com medo de se afogar”, e termina com “O sertão vai virar mar, dá no coração, o medo de algum dia o mar também vire sertão”. (Lizandra Cortez Gomes)

Crítica - O fim da série Piratas do Caribe

Estreou no dia 25 de maio nos cinemas de todo Brasil, “Piratas do Caribe 3 - No Fim do Mundo”. O filme lotou as salas dos cinemas. O último capítulo da trilogia foi um dos mais aguardados do ano. Dirigido por Gore Verbinski, as filmagens das seqüências “Piratas do Caribe - O Baú da Morte” e “Piratas do Caribe - No Fim do Mundo” foram rodados simultaneamente entre março e setembro de 2005. Mas o lançamento ocorreu com a diferença de um ano.
O longa-metragem tem quase três horas de duração o que o tornou um pouco cansativo. Com um ótimo elenco composto por atores como Johnny Depp (Jack Sparrow), Orlando Bloom (Will Turner), Keira Knightley (Elizabeth Swann), Geoffrey Rush (capitão Barbossa), Chow Yun-Fat (capitão Sao Feng) e uma participação especial do guitarrista da banda Rolling Stones, Keith Richards (pai de Jack).
Quando Lorde Cutler Beckett (Tom Hollander) toma conta do navio fantasma Holandês Voador e começa a matar todos os piratas, a canção “Io-ho” é cantada. É aí que surge o grupo: Will Turner, Elizabeth Swann, capitão Barbossa e amigos de Jack Sparrow, para salvar Jack da ilha dos mortos, onde foi aprisionado por Davy Jones, o dono do Holandês Voador. Sparrow e sua turma precisam então juntar os Noves Lordes da Corte da Irmandade para derrotar Jones.
Então começa a emocionante guerra em alto mar de Jack e seus companheiros do Pérola Negra. O filme é estampado por várias tramas, traições entre os personagens e várias reviravoltas. Ele também mostra o “lado humano” e sentimental dos piratas, como por exemplo, a lagrima de Davy Jones quando lembra de seu grande amor, Calypso.O “gran finale” da trilogia possui muita ação, principalmente na incansável batalha final entre o Pérola Negra e o Holandes Voador. Isso tornou o filme um dos mais assistidos nas últimas semanas. “Piratas do Caribe 3” é uma ótima opção, que indico para todos aqueles que gostam de viajar em um mundo de mistérios e aventuras. (Joyce Camanho)

Notícia - "Aumento do salário de parlamentares não é moral, mas é legal", dizem vereadores

O reajuste salarial dos parlamentares, cercado de polêmicas, causa indignação entre os vereadores maringaenses

Os vereadores de Maringá parecem tão indignados quanto a população com o reajuste salarial dos parlamentares. A votação aconteceu no último dia 9 de maio – dia em que o Papa Bento XVI chegou ao Brasil – em Brasília e, caso o projeto de lei seja aprovado no senado, irá aumentar o salário de senadores, deputados federais e do presidente Lula e seu vice José Alencar em 29,05%, de acordo com a inflação dos últimos quatro anos. O reajuste, além disso, é retroativo a abril desse ano, ou seja, os parlamentares receberão a correção do salário desde abril e não a partir da aprovação.
Os vereadores maringaenses Valter Viana (PHS-PR), Altemir Antonio Santos (PR-PR) e Francisco Gomes dos Santos, o Chico Caiana (sem partido) acreditam que, pela responsabilidade incutida aos senadores e deputados, o salário e o reajuste estão de bom tamanho, mas não concordam com os benefícios que os parlamentares recebem. “O problema não é o reajuste em si. Não questiono o salário ou o reajuste, questiono sim as outras verbas complementares a que eles têm direito”, afirmou Altemir Santos.
Viana complementa que se eles tivessem apenas os R$16 mil que vão receber agora, talvez o salário não desse conta das despesas, mas a renda proveniente dos benefícios deveria passar por uma revisão. Chico Caiana ainda afirma que os vereadores não votam seus próprios aumentos. “Quando há votação, o reajuste só entre em vigor no próximo pleito” , disse. Mesmo assim, ele considera que o reajuste aprovado pelos parlamentares “não é moral, mas é legal”.
Afora disso, há uma polêmica quanto a data escolhida para a votação, que coincidentemente foi no mesmo dia em que o Papa Bento XVI chegou ao Brasil. Valter Viana considerou a escolha uma forma de tentar esconder o reajuste, ofuscado pela vinda do Papa. “Por mais que traga desgaste, os políticos devem tratar todos os assuntos de maneira aberta para com a população”.

Benefícios
Os benefícios dos parlamentares incluem uma verba indenizatória anual de R$15 mil, destinada ao ressarcimento de despesas com aluguel de gabinetes, manutenção de escritórios, locomoção e alimentação, entre outras atividades relacionadas ao exercício do mandato parlamentar de deputados e senadores. Deputados e senadores recebem 15 salários anuais e auxílio-moradia de R$3 mil e cotas de passagens aéreas, de acordo com o estado natal de cada um. A maior, de R$ 16.938,44 fica com os parlamentares de Roraima e a menor, de R$ 4.253,91, com os do Distrito Federal.
Os senadores recebem mais benefícios que os deputados. Estão entre eles carro com motorista e 25 litros de combustível por dia; cota postal que varia de acordo com o número de eleitores em cada e estado, podendo ir desde R$3 mil a até R$66 mil; celulares e ligações de gabinete sem limite; cota de R$500 em conta de telefone residencial e R$8,8 mil por ano em gráfica para documentos e material de expediente.Os deputados têm uma cota única que engloba telefone e correio de R$4.268,55, sendo que para os líderes, vice-líderes, presidentes e vice-presidentes de comissões a cota é de R$5.513,09 e R$6 mil para gráfica. (César L. Miguel)

Entrevista - Espetáculo Circense é sucesso nacional

Divulgação
Grupo Circo Teatro sem Lona em ação


A mistura do espetáculo circense com um toque teatral acabou dando origem à companhia do Circo Teatro Sem Lona, fundada em Maringá em 1996, por Pedro Ochôa e Marcos Trindade. Desde então, a companhia proporciona encanto e alegria às mais diversificadas platéias em espaços alternativos.
Em entrevista com Pedro Ochôa, diretor e professor do grupo de teatro da UEM (Universidade Estadual de Maringá), o ator revela como tudo aconteceu e o sucesso que o Circo Teatro Sem Lona adquiriu, chegando a ter repercussão não somente nas regiões do Paraná, como também em todo o país. (Fabiane de Souza)

Como surgiu a idéia de formar o Circo Teatro Sem Lona?
Em 1996, eu e o Marcos que é sócio na companhia, estávamos divulgando um espetáculo na rua e resolvemos fazer um projeto para a Lei de Incentivo para fazer espetáculos na praça, então surgiu a idéia de criar uma companhia de teatro de rua.

Por que vocês optaram pelo “teatro a céu aberto” ao invés do teatro em lugares fechados?
Para poder possibilitar as pessoas que não tem acesso ao teatro poder assistir espetáculos e depois decidir se gostam ou não, mas pelo menos poder assistir para depois saber se gostam ou não. Fortalecer o movimento de teatro em nosso estado.

Quem são os integrantes do Teatro? São sempre as mesmas pessoas ou varia de acordo com a peça?
Atualmente somos seis, eu, Marcos Trindade, Valquiria Vasconcelos, Valéria Bonifácio, Ester Bello e Daniel Lara, mas não são sempre os mesmos não, sempre saí ou entra gente nova.

Os espetáculos são realizados somente no Paraná ou se expande por outros estados?
Em Maringá, pelo Paraná e outro estados. Por exemplo, domingo estaremos viajando para o Rio de Janeiro, onde vamos fazer uma temporada durante o mês de junho. São 18 espetáculos. Depois em julho vamos para Cascavel, Marechal Candido Rondon, outras cidades do oeste e assim vai....

Como é feita a escolha das peças para a apresentação e onde os ensaios são realizados?
Primeiro temos que ter uma simpatia pela peça, gostar. Segundo tem que ter a ver com a nossa linguagem. Os ensaios acontecem na nossa sede, na Rua Vereador Padre Monteschio 176, em frente o Cemitério.

Que tipo de apoio que a Prefeitura Municipal oferece ao Circo Teatro Sem Lona ?
Nenhuma, tudo que fazemos para a Secretaria da Cultura temos que pagar. Aluguel de teatro e etc. Trabalhamos bastante e temos parceria com a Secretaria dos Transportes (SETRAN).

Como vocês fazem para se apresentarem, isto é, vocês que estipulam os lugares ou se apresentam quando são convidados?
Na verdade das duas formas, nós procuramos lugares e também recebemos convites.

Quantas peças vocês apresentam em média ao ano?
Nós temos sete espetáculo em nosso repertório (“O Amor de Peri e Ceci”, “Cantos e Contos”, “Peripécias Circenses”, “Tem Palhaço no Trânsito”, “Tam Tam e Tem Tem Numa Noite de Lua Cheia”, “Os Inimigos Não Mandam Flores”, “O Boi Cidadão”). Por ano realizamos umas 150 apresentações em média.

Qual foi a última peça que vocês apresentaram e o por que da escolha da mesma?
A última peça montada foi o “Tam Tam e Tem Tem....” e foi porque nós inscrevemos ela no edital da FUNARTE, que é um órgão Federal que dá apoio a grupos de todo o pais. Ganhamos a verba e montamos.

Tem algo que não foi perguntado e você queira contribuir para a entrevista?


Circo Teatro Sem Lona é uma Cia Maringaense, leva o nome da cidade para todo o país, e gostaríamos que a política de ação cultural na cidade fosse mais articulada, que o poder público tivesse mais ação realizando eventos como temporadas e eventos para o movimento teatral da cidade realmente existir.

domingo, 3 de junho de 2007

EDIÇÃO 11 - DE 3 A 10 DE JUNHO

EDITORIAL - Democracia às avessas

O presidente Hugo Chávez não escandaliza mais com sua postura antidemocrática. O malfadado golpe militar que o arrancou do Palácio de Miraflores por apenas dois dias em 2002, somado ao desgaste dos partidos tradicionais venezuelanos e ao cheiro de enxofre do presidente Bush são alguns dos fatores que contribuíram para a solidificação da figura autoritária do comandante Chávez.
A não renovação do canal de televisão independente RCTV, que sempre atuou como oposição ao governo chavista e arquitetou o fracassado golpe, atende aos desejos da maioria dos venezuelanos. Um presidente militar cada vez mais fortificado, incitando ódio à americanização e liderando os países latino-americanos.
Alimentado pelos petrodólares, o governo mantém a inflamável metralhadora verbal. Propõe acordos comerciais lucrativos com países mais pobres em troca do incondicional apoio político e segue a pregação do que chama de Revolução Bolivariana, uma revolução baseada nos ideais do “libertador” Simon Bolívar.
Logo, Hugo Chávez domina a situação que qualquer animal político gostaria de dominar. A direita, demasiadamente enfraquecida e apreciadora das figuras de esquerda que é, esconde a inveja.
Como o governo venezuelano é incapaz de conviver democraticamente com opiniões contrárias à sua forma de condução política, usa mordaças para emudecer e sufocar o debate crítico. Calar é retroceder. (Alexandre Gaioto)

ARTIGO - Cinema com ou sem opção

Cinema em Maringá é um grande problema. Não estou falando de problemas no sentido de se produzir um filme, estou falando de problemas de assistir a um filme.
Atualmente Maringá, possui dois cinemas. Juntando os dois, chegamos, na semana passada, ao fabuloso numero de nove salas, e mais fabulosamente ainda, juntando as nove salas chegamos a grande quantidade de dois filmes em exibição. Sim, é verdade, temos apenas dois filmes em exibição, assim como em muitas cidades do Brasil. “Homem Aranha 3” que segundo o jornal Estado de São Paulo, ocupa 690 salas de cinema no país (sendo três delas em Maringá) e “Piratas do Caribe 3” que ocupa seis das nove salas da cidade. Espero que você tenha assistido os dois filmes anteriores das trilogias que estão em exibição, se não, nem ao cinema você poderá ir.
“Cheiro do Ralo”, um ótimo longa-metragem nacional, conseguiu ficar nas salas - ou melhor, na sala, afinal era em uma única sala que o filme estava sendo exibido- dos cinemas maringaenses por uma semana. Perdi as contas de quantas semanas o filme da Xuxa ficou em cartaz em Maringá. Também não quero imaginar por quanto tempo o Homem Aranha ficará em cartaz.
A salvação dessa semana sem opções para o cinema, foi, talvez, a 4ª Edição do Festival de Cinema de Maringá, que além de ser gratuito, está exibindo mais filmes nacionais do que os cinemas maringaenses exibem em um ano. Isso sem falar dos curtas, que são coisas raras em Maringá.
Pela primeira vez vi uma sala exibindo um filme nacional e com todos os lugares ocupados. Talvez porque no festival de cinema só tinha uns 40 lugares ou talvez porque era de graça. Na melhor das hipóteses, o público tentou optar por algo diferente aos campeões de audiência norte-americano. Coisa que é difícil de se acreditar, já que “Ó, Pai ó” eu assisti sozinho e “Cheiro do Ralo” com mais no máximo dez pessoas.
Portanto, assim que entrar em cartaz algum filme nacional do seu agrado nos cinemas maringaenses, corra! Porque eles sempre passam por pouco tempo. Ou então, não vá, espere ele chegar em uma locadora (se é que isso vai acontecer) e pague um quarto do valor da entrada do cinema. (Thiago Oliveira)

Critica - Festival de Cinema

De 25 de maio a 1 de junho aconteceu em Maringá, no Centro de Convenções do Aspen Park, o 4º Festival de Cinema. A entrada foi franca. Oferecia ao publico mostra de filmes e também oficinas de fotografia no cinema, edição, produção, entre outros, também gratuitas. O festival foi destinado à população em geral, mas o publico universitário da área da comunicação esteve presente todos os dias.
Foi um evento favorável tanto para a organização do Festival quanto para os estudantes e profissionais da área. Um por oferecer conhecimento e despertar interesse nas pessoas, e, outro pelo público se sentir atraído por aquilo que esta sendo apresentado.
Os filmes exibidos são todos nacionais. Longas e curtas metragens. Os espectadores ao termino da exibição votavam nos quais achavam mais interessantes, pois além de ser uma amostragem, há uma avaliação e premiação de varias categorias dos filmes.
Nas oficinas, em particular a de cinema, foi feita toda uma introdução da parte técnica, que envolve nomenclatura e funcionamento dos equipamentos. Foram debatidas também as questões de luminosidade, que foi mostrado através de alguns filmes assistidos no curso.
É claro que, com um curso de uma tarde você não vai ser um fotógrafo cinematográfico, mais sim, ter uma base e um conhecimento artificial do que se trata a profissão. Para se tornar um profissional a pessoa além de cursos deve ser formado na área.
Os filmes em uma abrangência geral tratam-se de fatos do cotidiano. E são discutidos fatos da atualidade. Um exemplo disso esta no curta “Alguma coisa assim”, que trata de um adolescente, Caio, que não tem certeza de sua opção sexual, nem dos sentimentos para com a protagonista Mari.
Outro exemplo está no filme “Espeto”, que se passa em uma churrascaria onde os garçons são ambiciosos e invejosos. Tamanha ambição levou um personagem a matar o outro somente para ocupar o lugar dele. Passar de garçom de lingüiça para o tão desejado cargo de garçom de picanha. (Thábata Furtado)

Crônica - A primeira vez de Cory Lee

Cory Lee tem 17 anos, é estudante, usa óculos de lentes redondas, mini-saias pretas, meias listradas 5/8 coloridas, cinto de couro com rebite, camisa branca estilo anos 20 com mangas bufantes, alguns acessórios pendurados aleatoriamente pelo corpo dependendo do humor e da pressa. Garota inteligente, engraçada, amiga, descontraída, curiosa, um tanto neurótica e um pouco insegura. Tem um namorado da mesma idade, o Vítor.
Um belo dia de sol, poucas nuvens e passarinhos a cantar eis que surgem as fofocas no banheiro do colégio na hora do intervalo. Me refiro a conversas comuns entre garotas comuns de 16 anos.“O Eduardo me leva as alturas”, “meu namorado é um deus na cama”, “agora ele está usando camisinha comestível”, “transei com o carinha da balada”. E Cory Lee pensava “Meu deus como essas meninas estão adiantadas!”.
Vamos nos aprofundar um pouco mais na vida de Cory, e seu relacionamento com Vitor. Namoravam havia um ano e cinco meses, nada além de beijos e amassos. Não porque não quisessem, mas Vítor era tímido demais para demonstrar algum desejo e Cory era insegura e medrosa. O namoro era bastante sólido, com altos e baixos, mas sem brigas.
Cory confiava em Vítor, sabia colocar camisinhas em bananas graças à professora de biologia, freqüentava um ginecologista desde sua primeira menstruação, conversava com sua mãe a respeito de gravidez e anticoncepcionais. Não sentia pressão das amigas pelo fato de ser a única virgem (assumida) da sala. Sua maior preocupação: será que vai doer? É, este é o maior e, aparentemente, único medo das moças dessa geração. Mas não queria perguntar isso à mãe e muito menos ao médico de 77 anos.
Então Cory, super desencanada da vida, pede ajuda a tia Rita (aquela desbocada que sempre dá bafão na confraternização de Natal/Ano Novo. Todo mundo tem uma tia dessas). Conselhos da tia: “você só sente dor se ficar tensa, relaxa. Não vá com expectativas demais, o que conta é a excitação e muito carinho nas preliminares”. E o hímen? “Rompe e você nem sente. Relaxa minha filha, se essa é a sua única preocupação trate de despreocupar-se. Camisinha na mão e vá ser feliz.”No mesmo dia Cory marcou um cinema com o namorado. Dali seguiram para o apartamento que ele divide com um amigo. Cory era uma garota insegura, mas, também, muito impulsiva. (Renata Zibetti)

Fotolegenda - Descaso na Saúde Pública


A lotação dos hospitais é uma situação preocupante na saúde pública de Maringá. O frio é o um dos maiores causadores do aumento na procura durante essa época do ano, quando a falta de vaga fica ainda mais grave. O que faria um paciente em estado de emergência que não tivesse dinheiro para pagar uma consulta ou não possuísse um plano de saúde? Sem contar a falta de local adequado para a espera de atendimento. No momento em que foi tirada essa foto em um hospital público de Maringpa, haviam pessoas esperando doentes serem liberados sentados no chão gelado, enquanto o doente se recuperava em uma maca. (Mayara Gasparoto Mendes)

Notícia – Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor

O acordo internacional entre países da Língua Portuguesa propõe tirar acentos do vocabulário brasileiro. A proposta do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tem por objetivo eliminar acento circunflexo e em alguns casos o acento agudo e, definitivamente, o trema, para unificar a escrita da Língua Portuguesa em todo o mundo, facilitando o uso do português em congressos, palestras e outras atividades internacionais. No Brasil entrará em vigor conforme a necessidade de reposição, tempo suficiente para impressão dos materiais didáticos e dos dicionários, informou o Ministério da Educação em nota de seu site.
Leliane Bassiga, monitora de redação do Colégio Nobel e professora da Escola Municipal Lázaro Ribeiro Vilela acredita que essas mudanças estruturais não trarão grandes problemas, porque o trema já se encontra em desuso há algum tempo. Já no acento agudo e circunflexo, ela acredita que o maior problema será na pronúncia, mas a palavra será facilmente identificada pelo contexto. “Creio que justamente por nossa língua ter muitas regras e exceções, essa exclusão será facilmente aceita pelos alunos”, afirmou Leliane Bassiga.
O acordo propõe a ausência do acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente indicativo ou do subjuntivo dos verbos e seus decorrentes, ausência também nas palavras paroxítonas terminadas em “o” duplo, como vôo. O fim do trema, que estará presente apenas em nomes próprios ou derivados. O acento agudo será suprimido para diferenciar verbo de preposição e também nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas.
O documento foi proposto em 1990 aos países-membro da Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP), que consistia em um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Esse documento tinha sido assinado por cinco (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor-Leste e Portugal) dos oito participantes, recentemente São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil também assinaram. (Tânia Caroline Mella)

Notícia: Frio castiga estudantes em Maringá

As baixas temperaturas, em Maringá, estão fazendo muitos alunos ficarem em duvida na hora de acordar e ir para a faculdade. Os ônibus estão sempre lotados de pessoas cheias de blusas e luvas e tudo o que ajude a esquentar e fazer o frio não incomodar.
Os alunos estão acostumados com o calor, que está sempre presente em Maringá. Mas, com a chegada de um outono mais frio do que anos anteriores, os estudantes acabam tirando as blusas e luvas do fundo da gaveta para conseguir se esquentar.
Ana Gabriela Martinez Fernandes, estudante do primeiro ano de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), afirmou que a pior coisa que existe é acordar com esse frio. Para ela, levantar da cama é praticamente impossível. Ela confessou que dorme com a roupa que vai usar no dia seguinte, pois fica difícil colocar todas as blusas no outro dia de manhã.
“Acho que a melhor parte, afinal, é que o ônibus está sempre lotado. Aí, pelo menos, fica quente. É o único lugar que eu não sinto frio de manhã, tirando a sala de aula“, declarou a estudante que garante odiar o frio.
Gilson Antonio Berto é estudante de Medicina Veterinária em Marília (SP) e estava em Maringá participando de um Simpósio de Medicina Veterinária. Ele disse que passou muito frio e que acabou “pegando” gripe por causa da baixa temperatura. “Eu não estava esperando um frio tão “forte” como o que encontrei nesta última semana”, disse.
Além da queda de temperatura, outra coisa que ajuda a aumentar o frio é o vento, que faz com que a sensação térmica seja bem menor que a marcada no termômetro. (J.C.Ortiz Júnior)

Notícia - Frio faz dobrar movimento em albergues

Foto: Walter Pereira
Joel Teixeira: "já fui discriminado por usar o albergue"




Em Campo Mourão o número de pessoas que procuram a entidade subiu de 15 para 30 por noite. Já em Maringá de 54 para 108


O frio dos últimos dias fez dobrar o número de pessoas que procuram um albergue para se proteger das baixas temperaturas. De acordo com José Wilson Arqueman, coordenador do Albergue Noturno José do Patrocínio, em Campo Mourão, em dias quentes cerca de 10 a 13 pessoas passam pela entidade. Com a chegada do frio, o número saltou para 25 e às vezes até 30. “É um aumento considerado alto”, explica.
Em Maringá, a situação não é diferente. De acordo com Alzira Zardo, coordenadora do Albergue Santa Luzia de Marilac, houve um aumento expressivo de pessoas que os procuram. “Nos dias quentes cerca de 54 pessoas passam por aqui. Com a chegada do frio o número foi para mais de 100”, revelou.
Em Campo Mourão, de acordo com Arqueman, pessoas em diferentes situações procuram a entidade. “Aqui aparece gente de todo jeito. Vêm idosos, jovens, homens, mulheres e até casais acompanhados com filhos”, frisa.
Segundo Arqueman, devido ao elevado número pessoas que procuram o albergue, a entidade está passando por algumas dificuldades. “Muitas vezes nos faltam produtos, principalmente materiais de limpeza. Já aconteceu de faltar outras mercadorias como toalhas e lençóis para cama. Embora a prefeitura e a população nos ajudem, sempre falta uma coisa ou outra. Pedimos a cooperação das pessoas. Elas podem nos ajudar doando alimentos, roupas, calçados, produtos de limpeza. Qualquer doação é bem vinda”, apela.
Os que pernoitam no albergue, tem direito a um jantar e café da manhã. Conforme Arqueman, durante o dia as pessoas desocupam a entidade para que seja realizada a limpeza do local. “Os únicos que podem permanecer, em alguns casos, são os idosos”, frisa. Arqueman explica que os usuários podem permanecer até três noites no albergue. “Há algumas exceções no caso de doentes. Estes ficam por aqui até serem tratados”, acrescenta.

Normas
De acordo com Arqueman, para que o usuário possa usufruir os serviços prestados pela entidade, é preciso seguir pelo menos duas regras básicas: não estar embriagado e preencher um formulário com dados pessoais e apresentação de documentos.
Arqueman lembra que o albergue recebe as pessoas de segunda a sexta-feira, das 17h às 23h. “O pessoal começa a chegar aqui por volta das 18 horas. Geralmente tem uns que chegam bem mais tarde, até de madrugada”, conclui.

“Albergados”
Roberto Carlos Miguel, 39 anos, mora em Tuiutaba (RS) e vai para Uberlândia (MG). “Vou visitar minha mãe. Soube que ela está com problemas de saúde”, justificou. “É a primeira vez que passo por Campo Mourão. Na verdade queria mesmo era ter dinheiro para poder dormir em um hotel. Porém tenho dificuldades financeiras e o que me resta é ficar aqui. Apesar de preferir um hotel, gostei da recepção. O Wilson foi muito educado comigo, estou feliz por isso”, disse sorrindo.
Desempregado, Carlos sobrevive dos chamados “bicos”. Ele disse que sua vida financeira em Tuiutuba é apertada. “Porém, isso não me atrapalha de ser feliz”. Carlos, que diz estar fazendo o 5º período do curso de direito, não sente vergonha em dizer que tem uma moradia graças à ajuda da prefeitura e que cursa a faculdade porque conseguiu acesso ao PROUNI (Programa Universidade para Todos). “Vergonha só devemos ter de roubar e matar. Não me sinto envergonhado em dizer que os outros me ajudam, pelo contrário me sinto feliz sendo assim”, comentou.
Questionado sobre sua família, Carlos disse sorrindo que se orgulha das duas filhas que tem. “Tenho duas filhas, uma de 13 anos e outra de 11. Uma mora em Uberlândia e a outra em Atibaia no interior de São Paulo”, revelou. “Atualmente estou separado”.
Com história de vida parecida a de Carlos, Joel Teixeira, 36 anos é o “homem do trecho”. “A minha vida é a estrada. Não paro muito nos lugares onde vou”, justificou. Teixeira é natural de São Carlos, interior de São Paulo. Ele está de passagem em Campo Mourão com destino à Florianópolis (SC). Teixeira explicou que sua andança não é por acaso. “Eu não paro porque preciso trabalhar”, resumiu.
Teixeira é pintor e não recomenda a vida que leva para ninguém. Segundo ele, a maneira em que vive é muito sofrida. “Como ando bastante, paro muito em albergues. Mesmo sendo bem recebido queria ter condições para não precisar vir parar aqui. Tem lugares que somos mal tratados. As pessoas não nos respeitam e tudo que quero é trabalhar”, desabafou.
Solteiro, Teixeira explica que há quatro anos ´roda o mundo´ sozinho. Há mais de 13 anos na estrada, ele comentou que já passou por muitos momentos ruins. “Um deles foi uma vez que tive que caminhar de Florianópolis a Sorocaba. Foi uma caminhada muito triste e cansativa”, lembrou.
Teixeira disse que já foi muitas vezes discriminado. “Já me chamaram de vagabundo só porque estava com uma mala nas costas e perguntei onde ficava o albergue. Isso me deixou muito chateado, pois, vagabundo sei que não sou. Eu trabalho e ganho meu dinheiro. Não preciso roubar. Deixo um recado para quem não conhece essa vida: nunca queiram conhecer. Só se for preciso. É sofrido demais”, finalizou.

Maringá
Em Maringá, a procura pelo albergue da cidade também aumentou nos últimos dias de maio. De acordo com Alzira Zardo, coordenadora da entidade, houve um aumento de aproximadamente 50% do número de pessoas. Normalmente, cerca de 54 pessoas passam pelo albergue. Porém, nos últimos dias, devido à queda na temperatura, o número saltou para 108. “É um número expressivo”, frisa.
Alzira revela que, com o aumento de pessoas, aumentam também as necessidades. “Estamos precisando de produtos de limpeza e toalhas de banho. É muita gente e o consumo aumenta”, ressalta.
Conforme Alzira, pessoas de diversas situações comparecem diariamente no albergue. “Há casos em que a polícia coíbe e encaminha algumas pessoas para cá. Há também os moradores de rua que nos procuram com freqüência”, explica. “É importante lembrar que pessoas de outras cidades e até de outros estados passam por aqui”.
De acordo com relatório repassado pela coordenadoria do albergue, no mês de maio, passaram pela entidade mais de duas mil pessoas sendo: 1460 de Maringá; 722 de outras cidades e 336 de outros estados. (Walter Pereira)

Reportagem - Superstição não é ignorância

Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Folha de S. Paulo, superstição é um sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes. Ao contrário do que está no dicionário, o professor e sociólogo Gilson Aguiar disse que ser supersticioso não é ignorância. Para ele a superstição é uma forma de identificação da cultura. Claro que tem seus limites. “Os valores místicos não podem superar os racionais”, comentou Aguiar.
A cultura brasileira é riquíssima em superstição. Há influências de várias culturas como européias, indígenas e africanas. Alguns exemplos dessas influências foram comentadas por Aguiar. “Os amuletos, geralmente, vêm da cultura ocidental européia. As ervas estão relacionadas com os indígenas, que ainda utilizam das folhas como remédio alternativo e para benzimentos, já as magias e os feitiços vieram da cultura africana”.
O próprio Aguiar tem algumas manias que, para ele, podem ser considerada superstição. “Eu só uso meias brancas. Tenho problemas em usar meias de cores escuras, só utilizo quando realmente tenho que ir em algum evento. Também não gosto de mudar o caminho, quando eu mudo o trajeto de casa me sinto mal. Um dia eu mudei o caminho, há quatro anos, e bati o meu carro”.

Símbolo
A relação do ser humano com esse universo das crenças é mediada pela linguagem e pelo seu aspecto simbólico. “O objeto da crença não é um simples objeto, ele é um símbolo, pois liga um indivíduo a um grupo, cria uma coletividade e dá força a essa coletividade, então, o símbolo ganha um caráter de verdade”, explicou o psicólogo Calvino Camargo.
Camargo, que diz não ter nenhuma superstição, acredita que o sentimento mais importante gerado através da superstição é o sentimento de pertencimento. “Imagina que você acredita que o pé de coelho te dê sorte. Quando você observa alguém com um pé de coelho ninguém precisa dizer nada. O objeto em si se constitui num elemento de comunicação e de ligação. A superstição está ligada ao campo emocional” diz.
Ele acredita que as mulheres são mais propensas a serem supersticiosas. “Diz o ditado popular que os homens são mais racionais e as mulheres mais emocionais”. Mas o psicólogo faz questão de ressaltar que não há pesquisas, que ele conheça, comprovando essa tese.
Apesar do sociólogo se dizer supersticioso e o psicólogo afirmar que não é, os dois profissionais converge numa questão. Para eles a superstição é uma forma de identificação cultural e eles afirmam que não é difícil encontrar pessoas, que mesmo sem perceber, agem de alguma forma por acreditar que irão trazer sorte ou azar.



Conhecendo algumas superstições

Coceiras: Se a palma da mão direita coçar, é sinal que irá receber dinheiro. E se coçar a mão esquerda, pode esperar, pois uma visita desconhecida está para aparecer.
Você poderá arrumar as malas, caso a sola do seu pé coçar. Pois segundo os supersticiosos, isso significa viagem ao exterior.
Animais: Se você avistar um gato preto, cuidado. Se ele cruzar a sua frente algo ruim poderá acontecer.
Número: O número mais temido é o 13. Sexta-feira 13 é considerado um dia de azar.
Objetos: Mantenha seu guarda-chuva fechado dentro de caso, pois há quem acredite que se for aberto poderão acontecer problemas na família.
E se visitas indesejadas aparecer, colocar uma vassoura atrás da porta com o cabo para baixo, faz com que elas vão embora rápido.

Você possui alguma superstição?

Claudinei Pereira, pastor da igreja Presbiteriana Renovada (congregação da Mandacaru), diz que superstição é uma tradição que vem do passado, passando de pai para filho. “Para os cristãos não deveria existir, pois eles devem acreditar em Deus. Tudo o que acontece e tudo que fazemos, Deus está no controle”.





Rodrigo Bezerra Dalla Costa, estudante de psicologia da UEM – Universidade Estadual de Maringá, acredita que superstição é uma crença popular de que certos comportamentos, objetos ou entidades interferem nos acontecimentos do dia-a-dia. E acredita não possuir nenhuma superstição. (Amanda Amaral e Beatriz Kathleen)

domingo, 27 de maio de 2007

EDIÇÃO 10 - DE 20 A 27 DE MAIO

Editorial - Tempos nota dez

Vivemos tempos da décima edição do Inconstrução. Tempos para surgir uma nova doença, o sedentarismo. Considerada a doença do milênio por conta dos avanços tecnológicos e toda a praticidade que o mundo contemporâneo proporciona. Mas não apenas sedentarismo físico, estamos em tempos também do sedentarismo intelectual, afinal, no país em que Paulo Coelho é o autor nacional mais lido não nos impressiona a garota que chega ao cinema para assistir um filme nacional, mas é surpreendida pelo seu cancelamento e acaba por ver “Homem Aranha 3” ( que por sinal está em exibição em 6 das 10 salas de cinema de Maringá).
Mas não só de noticias negativas vive essa edição. Estamos em tempos também de renovação do vestibular, ou pelo menos um projeto (antigo) de renovação. Não sabemos ainda ao certo, em qual parte desse editorial caberia essa notícia. O sistema de adesão a uma Universidade pode ou não melhorar. E assim, como tudo no país tupiniquim, ele pode ou não ser efetivado.
Vivemos tempos também de oportunidades. Nossa reportagem conta que o número de deficientes no mercado de trabalho está aumentando. Estamos em tempos de transição da nossa cultura, que sem duvida tem vez nesse editorial. Tempos em que o underground é a bola da vez. Tempos em que uma banda alternativa lota uma casa noturna de segundo escalão. Banda essa brasileira, mas que bomba no cenário londrino (sim, de Londres, Inglaterra, não Londrina, Paraná).
Mas como não queremos ficar valorizando estrangeirismos, vivemos também tempos de Femucic, tempo esse de valorizar a música cult, a música regional, a música cantada em dialetos fantasiosos, enfim, valorizar o que há de melhor no Brasil. Como no Femucic, a décima edição do blog procura valorizar o povo brasileiro. (Lizandra Cortez Gomes)

Artigo - Sedentarismo versus atividade física e saúde

Dependência do controle remoto, dependência do carro, do telefone, dos aparelhos domésticos, da tecnologia como um todo, dependência de produtos industrializados... dependência do consumismo. O que é isso? É a chamada doença do próximo milênio: sedentarismo, e o que foi citado acima são, simplesmente, as conseqüências.
Devido ao avanço da tecnologia, o consumismo criado pelo estilo de vida moderno, faz com que o ser humano precise pouco ou quase nada de esforço físico para obter meios de sua necessidade. Ir até a padaria da esquina a pé, por exemplo, tornou-se tão raro quanto levantar do sofá (ou de onde for) para mudar o canal da TV. A mesma coisa acontece com o sistema “delivery”, em que o alimento que deseja comer vem até você, basta simplesmente pegar o telefone. Esses confortos da vida moderna acarretam em uma maior substituição das atividades ocupacionais que demandam um determinado gasto calórico.
O computador, por sua vez, é um dos fatores de mudança de comportamento atual das pessoas. Elas ficam horas e horas em frente à máquina. O relacionamento com as demais pessoas ficou virtual, o namoro passou a ser também virtual.
Mas, infelizmente, não dá para imaginar a ausência do computador nos dias de hoje. Ele adquiriu uma importância significativa em determinadas áreas.
A junção de pouca ou nenhuma atividade física com o consumo de alimentos hipercalóricos leva a sérios problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.
A obesidade é um grande problema. Não mais só dos adultos, o número de crianças obesas cresceu muito nos últimos tempos. Segundo a nutricionista Claudia Juzwiak, em um artigo da revista Ana Maria,“entre as causas dessa enfermidade estão a maior exposição dos jovens a alimentos ricos em gordura e açúcares, e o seu estilo de vida sedentário”. Ela completa dizendo que o melhor remédio para isso tudo é a prevenção. “É importante que todos aqueles que convivem com a criança, desde a família até o colégio, participem de forma ativa em sua educação alimentar”, disse a nutricionista.
O artigo ainda traz toques e dicas para melhorar a alimentação da criança, como tomar café da manhã antes de ir à escola (pois isso também ajuda a ter mais concentração nas aulas), levar lanche de casa, permitindo aos pais controlar a qualidade do alimento e, dado com maior importância, a intervenção e principalmente o exemplo de uma boa alimentação vinda da própria família.
Claudia dá dicas para um estilo de vida mais saudável. “Brincar de pega-pega, esconde-esconde e bola é um jeito gostoso de gastar calorias”, diz ela e termina dizendo que “ver TV, além de ser uma atividade sedentária, expõe a criança a comerciais de vários alimentos calóricos, estimulando sua ingestão”. (Mariana Grossi)

Crítica - O monopólio aracnídeo

Neste mês de maio, o mais recente filme do Homem-Aranha lotou as salas de cinema de todo o Brasil. “Homem-Aranha 3”, um dos filmes mais aguardados do ano, pode ser considerado o melhor da série dirigida por Sam Raimi.
Peter Parker, ou o Homem-Aranha (Tobey Maguire), estava em um ótimo momento de sua vida. Sua carreira como fotógrafo no jornal estava crescendo, seu namoro com Mary Jane (Kirsten Dunst) estava prestes a virar casamento e o Homem-Aranha era idolatrado por toda a cidade. Os problemas de Parker começam quando Mary Jane, após crises existenciais, se sente incompreendida por ele e Harry Osborn (James Franco) decide se vingar do Homem-Aranha por causa da morte de seu pai. A entrada de Eddie Brock (Topher Grace) no jornal, que tem como objetivo subir na carreira de fotógrafo destruindo a imagem do Homem-Aranha e o surgimento de uma nova admiradora de Parker, agrava ainda mais a situação.
Além disso, Parker entra em contato com uma criatura extraterrestre que desperta o ódio e a sensação de poder nas pessoas. Essa criatura, Venom, através de simbiose se apodera do corpo de seu hospedeiro fazendo com que suas ações não possam ser controladas.
A partir daí, o Homem-Aranha passa a vestir sua roupa preta e Parker a tomar atitudes politicamente incorretas. É simplesmente hilário ver o “nerd” Parker agindo como o novo “garanhão” de Nova York. Entretanto, suas más ações destroem tudo o que ele considera importante em sua vida.
Sugiro às moças que arrastem seus namorados até o cinema para que estes aprendam com a sábia Tia May (Rosemary Harris) como um marido ideal deve ser! O filme está recheado – chegando a exagerar - de frases de efeito e mensagens que exaltam a paz, o amor, a amizade e o perdão. E aí não podemos deixar de citar a participação de Flint Marko, o Homem-Areia (Haden Church), mais um vilão, que ensina Parker a perdoar.
Para os amantes dos quadrinhos, o terceiro filme se torna especial por trazer em cena três vilões em uma única saga, apesar de a história fugir muito da versão original. Além do Homem-Areia e de Harry Osborn, ex-amigo de Peter Parker, o longa traz Venom, um dos vilões mais famosos de Homem-Aranha.
As longas e bem feitas cenas de ação são as responsáveis por tornar este terceiro filme, que tem como slogan “a maior batalha será interna”, o melhor da série até agora – sim, até agora, porque está previsto mais um!
Mesmo sendo um filme divertido e o mais caro já produzido por Hollywood, sinceramente não encontrei muitos motivos, a não ser a busca desenfreada por lucros, para que tantas salas de cinema fossem separadas exclusivamente para ele, chegando inclusive a tirar por um dia o brasileiro “Ó pai, ó” de cartaz em Maringá.
Em Bauru, São Paulo, ônibus decorados com motivos do Homem-Aranha passaram pela cidade levando a população para assistir o longa gratuitamente. Nunca ouvi relatos de isso ter acontecido com filmes nacionais... (Lívia Miranda)

Fotolegenda - Jessier Quirino


O poeta e cantador paraibano Jessier Quirino participou do lançamento do Movimento de Resgate da Tradição Cabocla, que se realizou no Sesc na última quarta-feira. Segundo Silvia Goya, presidente do Conselho Municipal de Turismo, o movimento faz parte de um trabalho voluntário que busca resgatar o pensamento popular e as histórias que fizeram parte da formação da cidade. Quirino, que também estará na próxima minissérie da Globo “A Pedra do Reino”, vem realizando através da poesia e da música o mesmo trabalho de tornar conhecido as tradições dos matutos nordestinos pelo Brasil todo. Segundo ele, o resgate do pensamento popular é uma forma de valorizar a memória e a identidade do nosso próprio povo. O Movimento de Resgate da Tradição Caboclo recebe apoio das Faculdades Nobel, Acim e Sesc Maringá. (Mateus Fiquer)

Entrevista - Depois de cinco anos na Inglaterra, os paranaenses do Tamborines se apresentam no Brasil

Fernanda Inocente
The Tamborines em sua apresentação no Tribo's Bar, em Maringá



Desde 2002 residindo em Londres, a banda The Tamborines, formada pelo curitibano Rodrigo Thur (bateria) e pelos maringaenses Henrique Laurindo (guitarra e vocal) e Luciana Nozaki (teclado, sintetizadores e percussão), tem se destacado no circuito alternativo londrino e arrancado fortes elogios do público e da mídia, chegando a receber ótimas críticas em veículos como a BBC, a NME e a Drowned In Sound.
Com influências de bandas como My Bloody Valentine e The Velvet Underground, o resultado não poderia ser outro. A receita para tanto sucesso é uma mistura do rock psicodélico com o rock alternativo britânico, muito bem traduzidos pela guitarra barulhenta e pelos sintetizadores.
A banda surgiu em 2000, na época composta por cinco integrantes, que juntamente com o selo carioca Midsummer Madness lançaram o EP “Dressed Up To Better Feel The Sun”, porém dois anos mais tarde a banda chegava ao fim, ou era o que parecia.
Em 2005 os Tamborines voltaram a atividade com tudo, lançaram dois EPs na Inglaterra, com participações de Frank Teardrop do Brian Jonestown Massacre, e Mark Gardener do Ride, além do produtor Brian O’Shaunghnessy, que já trabalhou com Primal Scream, My Bloody Valentine, entre outros.
Depois de cinco anos no exterior e com um belíssimo currículo na bagagem, os Tamborines voltaram ao Brasil e fizeram quatro apresentações no mês de maio, em Curitiba, Londrina, Maringá e Ribeirão Preto, mostrando que o reconhecimento que eles têm lá fora é, de fato, merecido.
Em entrevista exclusiva, Henrique comenta um pouco mais sobre essas e outras experiências. (por Fernanda Inocente)

Fernanda: O nome da banda, The Tamborines, é uma referência à música “Mr. Tambourine Man”, do Bob Dylan?
Henrique: Na verdade, não. Mas nós adoramos Bob Dylan.

Fernanda: Quando a banda surgiu, era composta por cinco integrantes que faziam um som diferente do que o Tamborines faz hoje. Como era o som de vocês naquela época, e o que levou à mudança?
Henrique: Na época queríamos fazer algo grandioso, como Tindersticks e afins. A banda acabou em 2002, quando o então baterista Renato Tezolin resolveu sair da banda. Quando decidimos voltar a tocar, três anos depois, nós já éramos pessoas diferentes, conseqüentemente o som evoluiu.

Fernanda: Enquanto vocês estavam no Brasil, lançaram o EP "Dressed Up To Better Feel The Sun" pelo selo Midsummer Madness e com distribuição da Candy Records. Qual foi a repercussão desse EP por aqui?
Henrique: Apesar das limitações foi bacana, imagino. Mas nós não fazíamos muitos shows então a coisa se restringiu a pequenos círculos mesmo.

Fernanda: O que levou o Tamborines a se mudar para a Inglaterra? Já tinham alguma proposta de trabalho por lá ou foram tentar a sorte mesmo?
Henrique: Na verdade fomos por outros motivos, profissionais mesmo. Tanto que só começamos os Tamborines por lá em 2005, enquanto outras bandas na mesma situação já entraram com tudo na cena.

Fernanda: Como foi a recepção do público londrino com os Tamborines a princípio? Rolou preconceito com a banda pelo fato de serem brasileiros?
Henrique: Sempre foi muito positiva, estamos em uma posição boa por lá.
Foto: Fernanda Inocente
Fernanda: Na Inglaterra vocês lançaram o single "What Took You So Long/The Great Vision" pela Decadent Records, e recentemente o single ''Sally O'Gannon/Be Around'' pela Sonic Cathedral. Ambos renderam ótimas críticas em diversos meios de comunicação britânicos de respeito. Como vocês se sentem recebendo elogios desses veículos? Essa aceitação por parte do público e da imprensa era esperada?
The Tamborines em sua apresentação no Tribo's Bar, em Maringá.Henrique: Nos sentimos respeitados. Esse reconhecimento é fruto de nossa convicção, do entendimento e honestidade no que fazemos. Quanto a ser esperado, sim. Sempre soube que por lá as coisas seriam diferentes.

Fernanda: No single "Sally O'Gannon/Be Around" vocês contam com a participação especial de Frank Teardrop do Brian Jonestown Massacre, e de Mark Gardener do Ride. Como foi gravar com esses grandes nomes da cena alternativa mundial?
Henrique: Ótimo! Mas uma coisa é preciso ser dita: o single já é clássico sem Mark ou Frank. O fato deles se oferecerem pra tocar no single só mostra que nosso trabalho é sério e de qualidade.

Fernanda: Depois de cinco anos fora do Brasil, como é estar de volta? Como foi para o Rodrigo tocar em Curitiba? E como foi para você e Luciana tocarem em Maringá?
Henrique: Nossa casa é Londres. Mas tocar em Maringá e Curitiba foi muito bom, principalmente por poder rever grandes amigos.

Fernanda: Essa mini-turnê brasileira tinha na agenda apenas quatro shows, sendo três deles no Paraná. Vocês pretendem voltar ao Brasil com uma turnê mais extensa, que percorra mais estados e regiões?
Henrique: Difícil falar. Nós viemos mesmo passar férias no Brasil, se rolar algo mais sério, tocaremos sim. Mas enquanto houver promoters como uns e outros de Londrina, que sempre dão balão, aí a coisa complica.

Fernanda: Voltando para a Inglaterra, quais são os planos para os Tamborines?
Henrique: Continuar nosso trabalho por lá, lançar discos, tocar, enfim...


Para ouvir as músicas e assistir ao clipe de Sally O’Gannon acesse: http://www.myspace.com/thetamborines

NOTÍCIA - VESTIBULAR PODERÁ SOFRER MUDANÇAS

A Comissão de Educação do Senado Federal discutiu com técnicos e professores mudanças na forma de acesso às universidades. A reunião do último dia 16 teve como pauta o projeto de lei do senado no 116/06 de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que propõe a substituição da forma atual de ingresso nas universidades federais, do modo tradicional de prova única, para avaliações aplicadas ao longo do ensino médio. Em Maringá, o tema divide opiniões entre os educadores.
O programa de avaliação seriada consiste na aplicação de exames em três etapas, uma prova ao final de cada série do ensino médio. De acordo com o projeto de lei apresentado pelo senador, o vestibular seriado não irá substituir o processo tradicional, que continuará a existir como parte do processo seletivo das instituições. Inicialmente as mudanças alcançariam apenas as universidades federais, mas que também visariam todas as instituições mantidas pelo poder publico.
O senador pedetista escreveu no projeto de sua autoria, as vantagens da mudança do ponto de vista pedagógico. Dentre elas a redução do nível de tensão imposto aos candidatos, quando comparado ao vestibular tradicional; valorização do conhecimento adquirido logo após a sua assimilação; redução da carga de conteúdo curricular a ser avaliado em cada exame; estímulo ao estudo mais sistemático por parte dos estudantes; estimula a busca de ingresso na universidade a alunos que não pensavam submeter-se ao vestibular; criação de oportunidade, aos estudantes, professores e escolas para corrigir falhas e redirecionar os estudos, a partir dos resultados alcançados.
A coordenadora do colégio Nobel de Maringá, Elenita Giraldeli Sala, afirmou ser grande admiradora do senador Cristovam Buarque, no entanto não considera que as mudanças possam surtir efeitos. “Não muda muita coisa, independentemente do sistema, a preparação é o que importa”.
O professor de história de ensino médio e fundamental do Colégio de Aplicação Pedagógico (CAP), Fernando Américo de Souza Lopes, acredita que a forma tradicional de vestibular não privilegia a interpretação de texto e o conhecimento, mas sim a informação decorada e mastigada. “O sistema atual permite que apenas uma restrita parte da população tenha acesso as universidades publicas”, disse o professor.
Enquanto os professores, educadores e pedagogos discutem os rumos da educação no país, os estudantes apressam-se em estudar toda a matéria, pois, mesmo se as mudanças fossem aprovadas, o próximo vestibular de inverno da UEM (08 a 10/07) será realizado em seu modelo tradicional.
Vanessa de Cássia, 18, estudante do curso extensivo do Colégio Nobel disse não estar informada sobre as possíveis mudanças no vestibular. “Acho que é injusto (vestibular tradicional), deveria ser por análise de currículo”, opina. A estudante Kelly Yurica, 18, concorda com a amiga. “Mas como não podemos fazer nada, só resta estudar”, ressalta. Ambas lutam por uma vaga no curso de medicina, que no próximo vestibular terá concorrência de 181,06 candidatos por vaga. (Ivan Nishi)